sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Férias na Jordânia : Episodio 6


Deixamos o acampamento às 8h30, para um passeio pelas dunas em 4x4. Fomos distribuidos em 4 viaturas e partimos à aventura! O passeio foi muito divertido, mas esqueci-me da maquina no autocarro e não vos posso ilustrar esta etapa das férias.

Fizemos 3 paragens para observação e ainda tomamos um cha no deserto. Ao fim de 2 horas estavamos de volta e partimos rumo ao Mar vermelho.
Ja em Aquaba, almoçamos num restaurante de peixe, onde pela primeira vez nos serviram à mesa e no deliciamos com uma bela dourada grelhada! Depois do almoço fomos ao hotel deixar as malas e trocar de roupa para um passeio de barco, com direito a banhos.

O cruzeiro não foi propriamente muito bonito. O Golfo de Aquaba fica entre 4 paises - Jordânia, Egipto, Israel e Arabia Saudita e as localidades à volta são essencialmente portuarias. Por toda a baia se viam cargueiros carregados de contentores.

Fomos até uma zona, em frente a uma praia, onde por mais de meia hora tivemos a oportunidade de nadar e observar a fauna maritima.

Quem diz que o snorkeling não é perigoso, não conhece este grupo.

Não havia mascaras e barbatanas para todos. Por sorte eu apanhei uma mascara quase nova, mas em compensação, as barbatanas estavam arqueadas e largas. Depois de mergulhar, percebi que as barbatanas estavam bastante largas e não me ajeitava com elas, pelo que resolvi tira-las. Vi os peixinhos e tal, mas às tantas aborreci-me e achei que deveria aproveitar para nadar descontraidamente. Tirei então a mascara e nadei, até que levei com agua pelo nariz, o que me atrapalhou um pouco e a determinada altura senti-me a perder o folego.

Como estava ainda longe do barco e da boia e estava contra-corrente, pensei que o mais prudente seria pedir ajuda. Mantive-me calma at que uma senhora se aproximou e eu expliquei que não conseguia respirar. A senhora respondeu-me que não me podia ajudar, mas percebeu que não estava a brincar. Nessa altura resolvi gritar por socorro e logo um colega veio ver o que se passava. Expliquei o sucedido uma vez mais e ele ajudou-me a manter a calma e acompanhou-me até à boia.

Agarrei-me à boia e deixei-me puxar até ao barco. Subi, agradeci a todos, tomei um duche, peguei numa toalha e fiquei a descansar.

Alguns minutos depois, um outro chegou ao barco com a perna cheia de sangue. Tinha nadado até à praia e no regresso raspou a perna nos corais. No dia seguinte ja não pôde ir a banhos no mar morto...

Pouco depois a minha colega foi "picada" por uma alforreca. Conseguiu nadar até ao barco. Tiramos-lhe as barbatanas e depois o rapaz do barco ocupou-se dela: passou oleo alimentar pelas pernas...

Regressamos a terra firme e jantamos às 20h30. Era a festa do Ramadão e nessa noite alguns de nos, depois de uma animada conversa com o guia, fomos dar uma volta pela cidade. Regressamos pouco depois da 1h, admirados pelo facto de o comércio estar ainda aberto...


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