Ha tarefas das quais deveria ser dispensada, como lavar o carro!
Não me importo de atestar, ver o ar dos pneus ou mesmo verificar o nivel de oleo. No entanto não gosto de lavar e aspirar o carro, especialmente nas maquinas com das escovas em forma de rolo. A coisa à mangueirada ainda la vai...
A ultima vez que lavei o carro foi em Outubro e raspei a porta de tras num pilar em ferro. Entretanto, em Novembro troquei de carro e hoje decidi que não poderia passar nem mais um dia sem o lavar.
Este inverno tem nevado muito, as estradas foram salgadas e o sal podera causar alguma corrosão na carroçaria. Isso ja me andava a incomodar, mas a gota de agua foi a anunciada chegada da primavera.
Ja ha por ai muita passarada! Segunda-feira estacionei em frente a um prédio vizinho cujo jardim tem uma grande arvore que deve alojar algum passarão. Ontem quando cheguei ao carro nem queria acreditar! Raios que partam o passaro!
Penso que isto deve ser tão ou mais corrosivo quanto o sal, pelo que sentia que tinha mesmo de passar numa estação de serviço para lavar a maquina.
Ontem não tive oportunidade para o fazer, mas não poderia passar de hoje (pensava eu) pelo que decidi passar numa estação da BP.
Aproveitei para atestar, apesar de ja não haver o perigo de penuria, e la fui para a lavagem automatica.
Começo por dizer que a coisa é cara - 8 euros a lavagem simples, e penso que é escusado dizer que foi a que escolhi. Mas o pior da experiência estava ainda para vir.
Um senhor me indicou para avançar e depois disse-me que deixa-se o carro em ponto morto, sem travão de mão e que permanecesse dentro do carro.
Ja tive oportunidade de vos dizer que sou um pouco claustrofobica, o que por cert não ajudou.
O carro ia andando, sendo "puxado", mas a coisa não parecia muito estavel. A tentação para agarrar o volante e corrigir a trajectoria era grande, bem como de meter o pé no travão, mas a muito custo consegui resistir.
De repente deixei de ter qualquer visibilidade para além das enormes escovas verdes que pareciam atacar o carro. A sensação que tinha era de que estava numa bolha de vidro, a ser agitada no meio de espuma e atacada por escovas gigantes.
Pouco depois estas escovas e espumas passaram para a outra metade do carro e um aspirador gigante parece barrar o meu caminho. Vejo um cartaz que diz "por favor não trave", consigo resistir, mas apenas porque comecei ja a ver o fim do tunel.
O aspirador vai passando sobre o carro e logo a seguir este é abruptamente "cuspido" pela maquina.
Sai do inferno da lavagem automatica! Rodei a chave, meti a primeira e arranquei.
Passei pelo senhor que me tinha dado as indicações, parei, baixei o vidro e disse-lhe que a mim não me apanhavam mais ali!
1 comentário:
eh eh, isso é que foi uma aventura!!!
Beijinhos já desde Lisboa!
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