Sabado de Aleluia, que na giria cristã corresponde à véspera do dia de Pascoa, estive num pic nic com os meus velhos amigos e, entre outros assuntos e actividades, falamos de reclamações. E eis que ontem fui forçada a reclamar e pude comprovar que quem não chora, não mama!
Depois de passar um fim de semana prolongado por terras lusitanas regressei ontem a Paris e vivi uma pequena "aventura" no aeroporto.
Como ja tinha feito o check in electronico, dirigi-me directamente ao balcão da Tap destinado ao deposito de bagagem dos voos europeus. A rapariga que me atendeu não conseguia fazer uma transacção no sistema e perguntou qualuqer coisa à colega do lado. Pelo que a colega respondeu, percebi que ainda iria fazer escala no Porto e perguntei o que se passava.
A rapariga, que não estava muito bem informada e não me parecia ser muito expedita, respondeu que a rota tinha sido alterada ha pouco e que eu teria de ir pelo Porto, ao que respondi que nem pensar e questionei se seria algum impacto da greve dos pilotos da PGA. Resposta da rapariga: "não, é uma alteração do voo mas não tem nada a ver com a greve, a greve é da PGA!".
Como me mantive irrredutivel e disse que não iria fazer 2 aterragens, la chamou o supervisor que não soube dar informações correctas sobre a situação. Incrivel! Continuei a dizer que não iria para o Porto, que se desenrascassem e me mudassem para outro voo e o tipo disse-me que me dirigisse a um outro balcão.
E la fui eu, com a minha mala rosa bombom, até ao outro balcão. Repeti a mesma historia e ao fim de alguns minutos tinha nas mãos um bilhete da Air France!
Colocaram-me numa classe intermédia, com bagagem prioritaria. A minha mala foi das primeiras a sair e, apesar do aeroporto de Roissy ser mais longe, cheguei a casa bem antes da aterragem do avião da Tap que vinha do Porto.
Moral da historia: vale a pena reclamar!
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