sexta-feira, 6 de março de 2009

Passeio no campo

Em francês o titulo seria qualquer coisa como balade en campgane, que é bem mais bonito do que passeio no campo. Mas vamos ao que interessa mesmo que é o passeio de sabado na região parisiense.

Um dos meus colegas aconselhou-me a dar uma volta pela zona da Vallée de la Chevreuse, que se situa a cerca de 30 kms da capital. Trata-se de uma região predominantemente "rural" que me fez recordar a minha terra de adopção: Palmela.


Sai de Paris às 14h, meti-me à estrada e resolvi não ligar o GPS, havia que começar a ter confiança no meu sentido de orientação. Reconheço que foi um erro! Acabei por me perder e fazer um percurso suplementar e desnecessario... Quando percebi que estava a fazer quilometros la decidi ligar o sistema de navegaçao e dei meia volta!

De caminho para a localidade, fui alvo não de uma, mas de duas operações stop pela Gendarmerie. Na primeira, seguia dentro dos limites de velocidade (50 km) e ainda assim o senhor mandou-me parar... Pediu os documentos e quando viu que a Carta de Condução era diferente, exclamou: mas a carta néao é francesa. Ao que respondi educadamente: não, é portuguesa e esta escrita em português!


Aproveitei para lhe pedir indicações para Chateaufort. Penso que deve ter achado estranho, pois tinha o GPS ligado, que, ainda para mais, começou a dar indicações de viragem eminente! mas ainda assim la me respondeu e depois mandou-me seguir viagem.

Alguns quilometros depois, um outro gendarme mandou-me parar, pediu os documentos e teve a mesma reacção do outro. Contei-lhe que ja tinha parado e que o seu colega tinha dito exactamente e mesma coisa e ele mandou-me seguir viagem! Como sou bem mandada, la fui em direcçao a Chateaufort.

Contava tomar um café em Chateaufort, no entanto so consegui chegar às 15h e estava tudo (TUDO mesmo) fechado! Parecia uma cidade fantasma. Nos restaurantes as mesas estavam postas, nas esplanadas também, mas não havia vivalma!

A localidade é bonitinha, mas nada de extraordinario e demasiado "parada", pelo que decidi por-me a caminho do meu destino seguinte: Dampierre.

Servi-me do GPS, mas desta vez até nem seria necessario, pois ha indicações em todos os cruzamentos.

Demorei um pouco a la chegar, mas apenas porque o limite de velocidade varia entre os 30 e os 50 km/h e por essa altura so circulavam carros em ritmo de passeio. Mas valeu bem a pena! é uma vila lindissima, com um Castelo e um parque fantasticos!

Temos a sensaçao de estar em plena vila rural, com um ambiente familiar, mas com alguns "turistas"...

De caminho e em Dampierre encontrei imensos motards, rapazes, raparigas, novos, velhos, de cabelos compridos, cabeça rapada, enfim de todos os tipos! Em frente ao Chateau havia mesmo uma concentraçao, mas o ambiente geral era calmo e muito agradavel.

Visitei o parque do Castelo (o bilhete custou 6,5 euros). Não percorri todo o "domaine", mas ainda assim andei mais de 1 hora. Depois começou a refrescar e decidi ir lanchar antes de me fazer à estrada de regresso a casa.
Em frente à pequena Igreja existe um salao de cha/creperie muito simpatico que me trouxe à memoria "souvenirs" de Palmela e do Gaiteiro.
A decoraçao é "rustico-burguês", cadeiras em madeira pintadas em tons pastel, algumas com assento em palhinha, mesas de madeira pintada nos mesmos tons, toalhas brancas com individuais floridos, bules, pratos, açucareiros e chavenas diversos mas todos em porcelana fina, cortinas de renda, muitos laços, velas e flores.
O serviço é muito bom, o atendimento é feito pela proprietaria, que se ocupa igualmente da cozinha. No menu constam os crepes, mas igualmente uma série de bolos e doces franceses feitos pelas suas mãos. A carta de chas é bastante completa e propõe igualmente um chocolate quente com um perfume fantastico.
Optei por uma fatia de bolo de chocolate e um cha. o lanche não foi barato, mas ha coisas que não têm preço!
Anotei a morada para la voltar na primavera/verao.


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