Assim, na 4ª feira depois da aula de ginástica sai do club para visitar a Medersa (escola corânica), o Museu de Marrakech e a Quobba almoravide. Na Place Djemaa el-Fna, à saída do club, apanhei um petit táxi em direcção à Medersa Bem Youssef.
O taxista informou-me que não me poderia deixar exactamente à porta da medersa, pois no bairro a circulação de carros é proibida. Chegada ao destino, paguei a corrida e segui o caminho indicado pelo taxista.
No entanto, poucos metros depois um rapaz abordou-me e disse-me que para a medersa e para o museu deveria seguir pela esquerda. Respondi-lhe que a indicação que me tinham dada era de seguir em frente, mas ele insistiu e vi que à esquerda havia um minarete e conclui que a escola deveria ser ao lado. Segui então para a esquerda.
Quando estava quase a chegar à mesquita, um senhor disse-me que a Medersa e o Museu eram mais à frente, pela direita. Agradeci e tentei manter alguma distância, mas o homem insistia em me acompanhar. Apesar de não gostar da atitude, tentei manter a calma e disse-lhe para segui o seu caminho. O senhor insistiu em acompanhar-me, dizendo que morava por ali e trabalhava nos couros, perto do Museu. Mostrou-me o seu cartão de trabalhador , como se eu conseguisse ler árabe …Ele caminhava à frente e cada vez que eu o deixava ganhar terreno, abrandava e recomeçava a conversa. QA minha preocupação era ver se havia turistas europeus pelas ruas e ir dizendo que o caminho que me tinham indicado previamente parecia ser mais rápido, que os meus amigos esperavam-me na Place Djemaa el-Fna e que já não teria tempo de fazer a visita aos monumentos do Bairro. Confesso que estava já um pouco receosa e nervosa, mas tentei manter-me serena.
Quando finalmente chegamos à Medersa agradeci, meti a mão ao bolso e dei-lhe 10 MAD (cerca de 1 euro). O homem começou a dizer que aquilo não era nada, que queria 150. Disse-lhe calmamente que não dispunha de 150 MAD, que tinha saído apenas para visitar os monumentos, que se lhe desse mais não poderia fazer as visitas, além de que ele é que me quis acompanhar. Nisto chegou o primeiro rapaz, que começou igualmente a reclamar mais dinheiro. Dei mais 20 MAD, virei costas e entrei na medersa.
Na caixa comentei o que me tinha acontecido e o senhor disse-me que não era a primeira e de facto o casal que estava atrás de mim foi vitima do mesmo esquema e pagou 200 MAD.
Demorei alguns minutos a acalmar-me para poder desfrutar da visita à escola corânica. Mas valeu bem a pena! O edifício de forma quadrada e linhas robustas, data do século XVI e tinha por função alojar os estudantes que vinham de fora de Marrakech. No inicio dos estudos, os jovens ficavam em pequenos quartos no rés-do-chão, onde pouco mais cabia que um colchão; e com pouca luz. Quando o seu nível de estudos era mais profundo, tinham o direito de passar aos quartos do 1° andar, mais espaçosos e luminosos, alguns deles, destinados aos estudantes universitários ou professores tinham mesmo vista para o pátio ou era tipo mezzanine.
A escassos metros da Medersa Bem Youssef fica o Museu de Marrakech, antigo palácio construído no final do século XIX, com um grande pátio, à volta do qual se encontram salas e quartos ricamente decorados. O edifício conta ainda com um hammam privado, actualmente transformado em galeria de arte moderna.
Apos a independência, o edifício passou para as mãos do estado e serviu de escola feminina até 1970. Mais tarde foi aqui instalado o Museu de Marrakech, com uma colecção permanente de arte marroquina, mas com exposições temporárias de arte contemporânea, destinadas a captar a visita das gentes locais.


Finalmente, em frente ao museu pode-se visitar a Quobba almoravide, um dos mais antigos monumentos da cidade, obra do século XII. A Quobba (cúpula) era uma das dependências da Mesquita, esquecida ao longo dos séculos e redescoberta em meados do século XX.

Depois da visita aos 3 monumentos regressei a pé ao Club, através dos Souks. Mostrei um ar confiante e não me deixei enganar. Houve um jovem que me veio avisar que o caminho não era por ali, mas respondi que sabia onde estava e para onde ia, que ele não se devia preocupar. Fui firme sem ser arrogante ou antipática e virei-lhe as costas.
O regresso foi simples, mas ainda assim fui rezando e agradecendo a Deus o regresso ao club sã e salva!
A primeira coisa que fiz no Club foi tomar um chá e dar uma descasca ao professor de ginástica!
A tarde foi destinada ao descanso, entre o bar, a piscina e o hamman e à noite fomos jantar ao restaurante marroquino do Club da Palmerie.
Apos a independência, o edifício passou para as mãos do estado e serviu de escola feminina até 1970. Mais tarde foi aqui instalado o Museu de Marrakech, com uma colecção permanente de arte marroquina, mas com exposições temporárias de arte contemporânea, destinadas a captar a visita das gentes locais.
Finalmente, em frente ao museu pode-se visitar a Quobba almoravide, um dos mais antigos monumentos da cidade, obra do século XII. A Quobba (cúpula) era uma das dependências da Mesquita, esquecida ao longo dos séculos e redescoberta em meados do século XX.
O regresso foi simples, mas ainda assim fui rezando e agradecendo a Deus o regresso ao club sã e salva!
A primeira coisa que fiz no Club foi tomar um chá e dar uma descasca ao professor de ginástica!
A tarde foi destinada ao descanso, entre o bar, a piscina e o hamman e à noite fomos jantar ao restaurante marroquino do Club da Palmerie.
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