sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Férias: o segundo dia de visitas

Na 2a feira, fizemos a maioria das visitas.

Começamos por apanhar um taxi (petit taxi para pequenos percursos, grand taxi para percursos maiores ou aeroporto) cujo preço negociamos antes de entrar e partimos em direção a La Menara (qualquer coisa como 2 euros).

Era cedo e quando la chegamos não havia muita gente, o que nos permitiu tirar umas fotos muito bonitas.

La Menara é um complexo com um extenso olival, uma piscina e um edificio.

A piscina começou por servir para que os soldados aprendessem a nadar, caso fosse necessario atravessar o Estreito de Gibraltar.
Mais tarde, ali eram afogadas as mulheres com que os Sultões passavam a noite.
Parece inacreditavel que um local com uma extraordinaria beleza possa ter sido placo de tamanha barbaridade!

Regressar à Medina não foi tarefa facil. Não existe praça de taxi e regressar a pé não nos parecia uma boa opção...

Fizemos sinal a todos os taxis que passavam e finalmente, passados quase 15 minutos la houve um que parou. No entanto ja tinha um cliente... O senhor passou para o banco da frente e nos instalamo-nos no banco de tras.
Dissemos o destino, mas desta vez não combinamos o preço.

O outro cliente chegou ao destino antes de nos, pagou o serviço e saiu. Nos continuamos no taxi e seguimos para um dos Palacios indicados no guia. Quando la chegamos, pareceu-me um pouco estranho estar fechado e perguntei se era dia feriado ou se havia outro motivo para estar encerrado ao publico. O senhor olhou para nos com um ar estupefacto e respondeu: é o palacio real, a residência de S.Magestade em Marrakech.
Estava explicado!

Pagamos e pedimos para nos levar ao palacio Badii ou Bahia (que ficam proximos um do outro, como alias quase tudo..).


Deixou-nos perto do Palacio Badii e la fizemos a nossa visita cultural às ruinas de um dos maiores palacios marroquinos.
O Palais Badii foi mandado construir após a vitória da Batalha dos Três Reis, que opôs os que em Portugal ficou conhecida por Batalha de Alcacer Quibir, onde perdemos o nosso jovem Rei D.Sebastião. Na época foi considerado como “incomparável”, no entanto foi destruído no século XVII e hoje há pouco do esplendor do passado e temos a sensação de visitar apenas ruínas.
A partir dos terraços do palácio podemos observar uma vista magnífica sobre a cidade e os ninhos de cegonha.

Dali seguimos para o Palais Bahia, construído no final do século XIX residência do Vizir Ibn Moussa. E constituído por vários Riads, dos quais apenas um se encontra aberto ao publico.
Os tectos do palácio são absolutamente magníficos, com um trabalho minucioso.


Regressamos a pé ao Club, onde nos refrescamos, almoçamos e nos preparamos para a primeira incursão aos Souks!

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