Passei esta semana recolhida na minha nova casa. Saí para ir trabalhar e ir às compras, mas nada mais. Como ainda não tenho Televisão, tenho o LCD mas não consigo sintonizar qualquer canal, entretive-me com livros, CDs e DVDs.
Vi alguns concertos e filmes, ouvi música de vários tipos e origens e li um livro em que me reconheci em algumas das situações relatadas pelo personagem principal. O livro fala de um jovem marketeer inglês que aceita um contrato em França e descreve de uma forma muito sagaz e hilariante o cinismo e todos os outros lugares-comuns que associamos a França e à sua cultura: “A year in the merde – Um ano em França”, de Stephen Clarke.
Aproveitei as noites para usufruir da minha king size bed que transformou o meu quarto literalmente num quarto de dormir ou quarto-cama, uma vez que não cabe lá mais nada!
Já tinha saudades do meu colchão ortopédico e nas primeiras noites mal conseguia gerir a ansiedade de correr para a cama! Só quem dorme constantemente fora de casa poderá dar valor à sua cama.
Mas não me limitei a gozar a minha cama, usufrui bastante da minha cozinha: fiz sopas, fiz beringelas recheadas gratinadas, massas, legumes estufados, enfim, fiz por dar uso aos tachos, panelas e pirex que trouxe de Portugal e ao fogão que aqui adquiri.
Também usei a minha mesa Calligaris. Nela fiz todas as refeições desta semana, à excepção dos almoços na cantina, redigi alguns relatórios (sim, trouxe trabalho de casa), escrevi este texto e joguei paciências!
E quanto ao sofá, refastelei-me nele a ler, ouvir música e ver filmes…
Tudo corria explendidamente, até que me dei conta que o trabalho de casa é muito cansativo: lavar roupa, estender roupa, passar roupa, guardar roupa, cozinhar, lavar a loiça, enxugar a loiça, guardar a loiça, arrumar a cozinha, limpar o pó, varrer o chão, lavar o chão, fazer separação de lixo, despejar o lixo, tratar da casa de banho, fazer a cama, entre outras, são tarefas que quando passam a rotineiras, perdem a pouca graça que tinham!
Próxima etapa: procurar ajuda para as tarefas domésticas!
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